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A grande diferença entre corrupção desportiva tentada e consumada.  

O Futebol Clube do Porto sempre que ganhou os campeonatos foi um justo campeão.

Quando ganhou teve sempre a melhor equipa, os melhores jogadores, os melhores técnicos, a melhor estrutura de apoio, a melhor organização desportiva. O Futebol Clube do Porto não precisava de “comprar” os árbitros, os dirigentes, os jogadores, para ganhar os jogos. Não precisava de pagar viagens ou oferecer “fruta” aos árbitros. Não precisava mas provou-se que tentou comprar jogos. Na dúvida foi sempre melhor prevenir.

A justiça desportiva provou que o Futebol Clube do Porto tentou corromper. Teve sorte o Futebol Clube do Porto. Tentou mas não conseguiu corromper. No jogo da corrupção perdeu (não conseguiu consumar a corrupção) mas neste caso ainda bem para o Clube, para os jogadores e para a cidade; assim não terá de disputar o próximo campeonato na divisão secundária, tal como o Boavista. O Futebol Clube do Porto foi melhor dentro das quatro linhas do jogo de futebol. Aí ganhou bem. Fora das quatro linhas, no jogo da corrupção não foi o melhor. Mas também ganhou.

Ficou provado na Justiça desportiva que o Futebol Clube do Porto, a União de Leiria e o Boavista e os seus Presidentes, foram corruptos, com a pequena diferença de que o Boavista e o Presidente João Loureiro, conseguiram mesmo os seus objectivos: consumar a corrupção. João Bartolomeu e Pinto da Costa não conseguiram, com pena presume-se, o que João Loureiro conseguiu.

Agora espera-se pelos resultados do apito dourado, na Justiça que interessa. Mas aí seria preciso ir mais longe. Não apenas as que respeitam ao jogo jogado, mas as que envolvem os negócios com as transferências, os contratos dos jogadores, os contratos paralelos, os sacos-azuis, os empresários dos jogadores, a ligação com os municípios, com os empreiteiros, a questão fiscal.

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São uns criminosos sim!  

Que outro nome pode ser dado a quem, mais de trinta anos depois da independência, enquanto o seu povo vive na miséria, onde as crianças passam fome e morrem precocemente, os dirigentes, os homens e mulheres de quem se esperava tudo de bom, depois de uma guerra de libertação, enriqueceram brutalmente à custa da miséria alheia, da corrupção, do roubo, do assalto ao Estado.

Boa malha Bob Geldof! O BES uma vez mais está no sitio certo com as pessoas certas.

(...)
Caminhos largos
cheios de gente cheios de gente
em êxodo de toda a parte
caminhos largos para os horizontes fechados
mas caminhos
caminhos abertos por cima
da impossibilidade dos braços.
(...)
Ó vozes dolorosas de África!

(do poema de Agostinho Neto, Fogo e Ritmo)

Ps: e não me venham com essas tretas de que as palavras do Bob Geldof são folclore, circo, fantochada, demagogia, populismo, protagonismo, etc e se assim for venham muitos Bob Geldof.

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O professor de Sócrates na Independente acusado de corrupção  

Em 1996 era professor na Universidade Independente de José Sócrates em quatro das cinco disciplinas que faltavam ao nosso Primeiro-ministro, para concluir a licenciatura. Era também assessor do secretário de Estado Armando Vara. Há dois dias foi pronunciado pelos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais, por actos praticados naquele mesmo ano.

Se sobre a licenciatura de Sócrates apesar de envolta num manto nebuloso de suspeições, não foi possível (ainda?) determinar se houve favorecimentos, esta acusação que impende sobre o professor que lhe concedeu o diploma de engenheiro, vem uma vez mais, evidenciar a promiscuidade entre o exercício do poder e a actividade empresarial própria ou incumbida, numa relação de benefícios mútuos e múltiplos que permitem influenciar as decisões políticas, quando não mesmo, como é o caso, violando as normas legais aplicáveis.

António Morais o homem de quem se fala, na qualidade de sócio com a sua ex-mulher de uma empresa de consultoria e em representação da Associação de Municípios da Cova da Beira, é acusado de ter beneficiado um consórcio de empresas, no concurso público para adjudicação e exploração de um aterro sanitário, que apesar de não apresentar a melhor proposta, nem sequer ter o currículo necessário para ir a concurso, saiu vencedora. Como contrapartida, António Morais, recebeu pelo menos 58 154 euros, depositados numa conta nas ilhas de Guernesey.

Mas este caso tem outros contornos ainda por esclarecer e perceber as relações: a fiscalização das obras do aterro foi ganha em 1997 por uma empresa cujos proprietários são o actual Presidente socialista da Câmara da Guarda, o Vereador do Ambiente que nessa qualidade integra a Associação de Municípios da Cova da Beira (e que fiscaliza a obra), mais um outro sócio que sendo sócio noutra empresa, acabou por comprar a empresa que ganhou o concurso de fiscalização, mal as denúncias de corrupção começaram a aparecer (e que por acaso é amigo particular e sócio noutra empresa do responsável do consórcio de empresas que ganhou irregularmente o concurso do aterro sanitário); empresa esta à qual o gabinete de instalações do Ministério da Administração Interna, dirigido na altura por António Morais -o professor de Sócrates na Universidade Independente que lhe deu o diploma de Engenheiro, se fartou de adjudicar contratos de fiscalização de obras.

Complicado de perceber não? Pois... não é fácil de explicar e perceber. Mas perguntam-me vocês o que é que isto tem a ver com Sócrates? Nada claro a não ser que todos, António Morais, o Presidente da Câmara, o Vereador do Ambiente, mais o Sócio que comprou a empresa dos três, e também o Sócio deste último noutra sociedade, são todos amigos de Sócrates. Mas claro que isso não tem nada a ver. Não tem de ter necessariamente que ver. Eu até acredito em coincidências e estou a falar a sério. Mas para a notícia ficar completa isto tinha de ser dito.

(artigo feito com base na Notícia do Público de hoje)

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O bloco central dos interesses a funcionar.  

Quando se trata de dar combate aos poderosos, não faltam os argumentos balofos para os partidos do sistema estarem do mesmo lado. Por isso não é de estranhar que uma iniciativa legislativa do Bloco de Esquerda para controlar os movimentos financeiros para o estrangeiro, a fim de evitar as lavagem do dinheiro em paraísos fiscais, como ainda recentemente aconteceu com o BCP ou o BES, seja reprovada.

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Bloco insiste no combate à corrupção  

Um bom discurso de Luís Fazenda, em linha com as últimas declarações de Marinho Pinto, denunciando o silêncio e o fechamento dos partidos do poder no combate à corrupção, em especial a que incide sobre os detentores de cargos públicos e políticos.

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O figurão do Júdice  

José Miguel Júdice é um figurão. Um advogado que fez a sua vida em volta do poder, no intrincado jogo de interesses e influências que se movem em sua volta. Com a sociedade de advogados, de que é o principal fundador, arrecadou contratos milionários ao Estado. E à custa de negócios nebulosos como, o que agora deu à luz, do aluguer à Câmara de Lisboa, de um restaurante de luxo na zona nobre da cidade, por 500 euros/mês. Depois de passar pelo PSD está agora com o PS, para continuar os ditos, sendo o actual responsável pela gestão da frente ribeirinha, depois de ser o mandatário de António Costa à Câmara de Lisboa.

O ex-bastonário de advogados tem um ódio de estimação por Marinho Pinto, depois de o afastar da Presidência da Comissão de Direitos Humanos, por ter feito criticas públicas ao funcionamento do sistema judicial. José Miguel Júdice, tal como os políticos, os partidos e as pessoas ligadas ao sistema não gostaram das criticas corajosas de Marinho Pinto aos titulares de cargos públicos. Percebe-se. Como se percebe que queiram denegrir a sua imagem, para retirar força às suas palavras, pelo seu estilo frontal e linguagem simples.

Eu percebe-os. O que não percebo é como alguém, porque põe o dedo na ferida, possa ser tão vilipendiado. E que pessoas como, José Miguel Júdice, possam adjectivá-lo de um novo Le Pen, um Mussolini ou um Hitler, sem que isso valha a indignação de tantos de nós.

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Não nos emprenhem pelos ouvidos, porra!  

António Marinho disse. António Marinho acusou. António Marinho referiu factos concretos. António Marinho não fez acusações genéricas e abstractas. António Marinho citou casos que indiciam corrupção, praticados “impunemente” por pessoas com lugares de "relevo" no Estado português. António Marinho disse que a corrupção se passeia nos corredores do poder. António Marinho disse, em alto e bom som, o que todos sabemos. E todos sabemos que é verdade.

Muita gente ficou incomodada com as palavras de António Marinho. Exigem-lhe provas, documentos, filmes, gravações, nomes. De todos os lados e quadrantes políticos. Uma vergonha! O sistema está a jogar à defesa. Está a manobrar para ficar tudo na mesma. Não nos emprenhem mais pelos ouvidos, por favor!

Que nunca lhe doa a voz, António Marinho!

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