O figurão do Júdice  

José Miguel Júdice é um figurão. Um advogado que fez a sua vida em volta do poder, no intrincado jogo de interesses e influências que se movem em sua volta. Com a sociedade de advogados, de que é o principal fundador, arrecadou contratos milionários ao Estado. E à custa de negócios nebulosos como, o que agora deu à luz, do aluguer à Câmara de Lisboa, de um restaurante de luxo na zona nobre da cidade, por 500 euros/mês. Depois de passar pelo PSD está agora com o PS, para continuar os ditos, sendo o actual responsável pela gestão da frente ribeirinha, depois de ser o mandatário de António Costa à Câmara de Lisboa.

O ex-bastonário de advogados tem um ódio de estimação por Marinho Pinto, depois de o afastar da Presidência da Comissão de Direitos Humanos, por ter feito criticas públicas ao funcionamento do sistema judicial. José Miguel Júdice, tal como os políticos, os partidos e as pessoas ligadas ao sistema não gostaram das criticas corajosas de Marinho Pinto aos titulares de cargos públicos. Percebe-se. Como se percebe que queiram denegrir a sua imagem, para retirar força às suas palavras, pelo seu estilo frontal e linguagem simples.

Eu percebe-os. O que não percebo é como alguém, porque põe o dedo na ferida, possa ser tão vilipendiado. E que pessoas como, José Miguel Júdice, possam adjectivá-lo de um novo Le Pen, um Mussolini ou um Hitler, sem que isso valha a indignação de tantos de nós.


1 comentários

  • Marreta  
    8 de fevereiro de 2008 às 12:32

    No fundo é capaz de ser a frustração de não conseguir ter a independência e a coragem que o Marinho teve. Quem se move nestes meios dificilmente consegue resistir a pressões e lobis.
    Fiquei muito feliz por ver que ainda existe gente capaz de pegar os bois pelos cornos e de peito aberto dizer o que lhe vai na alma, transmitindo aquilo que na realidade vai também na alma deste povo.
    Saudações do Marreta.

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