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Feira Medieval em Viana do Castelo  

Havemos de ir a Viana, diz a canção imortalizada por Amália Rodrigues. Aproveite então e venha já hoje e deixe-se cá estar até Domingo. Vai valer a pena, para além de desfrutar de uma cidade bonita e saudável, vai encontrar um programa cultural muito interessante, nestes três dias, integrado nas comemorações dos 750 anos do foral.

Hoje e amanhã decorre, durante todo o dia, uma Feira Medieval, com Artesanato, Reconstituições Históricas, Falcoaria, Produtos Agrícolas, Procissões, Teatro, Ladaínhas, Música, Malabarismo, Mezinhas e Chás, no Centro Histórico da Cidade e mais logo à noite, na Sé Catedral, haverá Música Medieval com Pedro Caldeira Cabral / La Batalla.

Amanhã, no Jardim da Marina, pelas 21,30H, decorre um Torneio Medieval com Cavaleiros e Guerreiros apeados e termina com um dos maiores Espectáculos Pirotécnicos jamais realizados em Portugal com 32 pontos de lançamento em terra e em água em simultâneo.

No Domingo, para além da Feira Medieval, que se mantém durante os três dias, às 14,00H no estuário do Rio Lima decorre um Festival Náutico de Remo, Vela, canoagem e Surf e pelas 17,00 um Cortejo Histórico - "A História de Viana e os 750 Anos de Foral", às 17.00H.

(Organização: Câmara Municipal de Viana do Castelo)

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Acordo ortográfico? Sim, claro!  

(imagem daqui ler também texto a favor do acordo)

Dizer que defendo o acordo ortográfico é fácil mas seria uma grande presunção minha querer entrar no debate sobre as regras da escrita sob o ponto de vista técnico ou científico, pela simples razão de que me faltam competências para essa discussão. Mas a verdade é que defendo este acordo ortográfico com fundamento no que tenho lido e ouvido e das minhas próprias conclusões.

Parece-me indiscutível que um acordo sobre um vocabulário ortográfico comum nos oito países que falem a língua portuguesa só pode ser uma boa medida. Unificar a língua sem perder as variantes específicas de cada país é alargar horizontes, reforçar a nossa cultura, enriquecer a linguagem, aproximar a escrita à oralidade, aproximar-nos culturalmente aos países da lusofonia, simplificar o ensino e a aprendizagem, facilitar a compreensão.

Sinceramente por muito que me esforce não consigo encontrar nenhum argumento razoável que mostre uma desvantagem ou algum inconveniente nesta tentativa de normalizar a linguagem escrita, tão ampla quanto possível, em todos os países que falam o português. A não ser o tradicional conservadorismo português e um patriotismo bacoco, agora como no passado, de uns (não todos) velhos do Restelo, conservadores e retrógrados, complexados e preconceituosos, um pouco xenófobos e presumidos donos da língua, podem ver na unificação da língua uma suposta perda imperial.

Portugal não deve perder esta oportunidade. A língua portuguesa sempre sofreu alterações e enriquecimentos ao longo dos tempos. Não adianta estar aqui a referi-las todas. Apenas alguns exemplos: archaico, philosophia, accepção, construcção, auctor, succeder, alumno, escriptorio, comprehender, elle ou lyceo. Além do mais, na prática, a manter-se a dupla ortografia pode significar deixar para os países da CPLP (Comunidade dos Países da Língua Portuguesa), a escolha da ortografia brasileira, muito provável face ao mercado mais competitivo que o português, o que pode vir a ser um tremendo erro histórico e quase catastrófico.

Mas para um melhor esclarecimento aqui encontram controvérsia. Pela minha parte a minha opção está tomada.

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