Juntar as esquerdas para uma alternativa  

Logo à noite, em Lisboa, decorre um comício-festa de muitas pessoas de esquerda. Assinam o manifesto de convocatória membros do PS, do Bloco de Esquerda, dos Renovadores Comunistas, do PCP e também outros sem militância partidária.

Para mim este é um encontro de esperança. As pessoas de esquerda, de esquerda mesmo, os homens e mulheres de esquerda, socialistas, comunistas, social-democratas a sério, as pessoas de esquerda responsáveis e não sectárias que todos os dias lutam por uma sociedade mais justa, mais equitativa, mais digna, não podem ficar indiferentes a estes encontros de uma esquerda plural.

Quando o Partido Socialista, confiscado por políticos com princípios neoliberais, desliza para a direita e executa as medidas que a direita sempre quis fazer mas não conseguiu fazer, está quase tudo dito. Porque o neoliberalismo apenas tem trazido mais desemprego, mais instabilidade, mais desigualdade, menos direitos sociais e mais pobreza, é tempo de dizer que estas políticas não servem. E que há alternativas! E que os homens e mulheres de esquerda, de esquerda mesmo, precisam de se encontrar, procurar pontes, conversar, concertar políticas de unidade, definir projectos políticos, unir-se em torno de programas mínimos, afinando-os, refinando-os, para paulatinamente construir uma alternativa séria de poder. Um novo partido de esquerda.

Os carreiristas do PS estão nervosos e o PCP também não vê com bons olhos esta iniciativa. Percebo ambos. Espero também que os militantes e simpatizantes desses dois partidos também percebam o que eu percebo. A esquerda tem de fazer rupturas para se recompor!


PS: não podendo estar presente no comício vou assistir em directo aqui
PS2: leia aqui o apelo e lista de signatários


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