O homem já estava morto  

Uma pessoa morreu por aparente descoordenação dos serviços de emergência. Enquanto a ambulância dos bombeiros a 400 metros de distância não foi solicitada, apesar de estar bem equipada e com os meios necessários para ocorrer a situações destas, o homem esvaía-se em sangue acabando por falecer com paragem cardorrespiratória e envolto numa poça de sangue, à espera que chegasse a ambulância do VMER, situada a 57 quilómetros.

O problema de descoordenação dos serviços não é nova. Está bem presente na nossa memória o espectáculo "televisivo" da confusão nos Centros de Orientação dos Doentes Urgentes (CODU)no caso do Alijó. Também não é novidade que existem poucas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação e que se encontram normalmente nos serviços de urgência principais, cobrindo áreas de mais de cem quilómetros. Também não é novidade que muitos dos serviços de urgência entretanto encerrados estavam devidamente equipados e com pessoal médico experiente e preparado, para assistir com competência e em primeira instância, problemas graves como este, evitando muitas mortes.

Mas tudo isto não conta. Afinal o que conta são as estatísticas cor de rosa que nos irão apresentar ao fim de um ano de balanço, e este caso, como outros que já ocorreram, o mais certo é não entrarem nas estatísticas, afinal quando os serviços de emergência médica lá chegaram ...o homem já tinha morrido, não havia nada a fazer. Pois! E só mais uma morte. Siga.


2 comentários

  • Helena  
    6 de março de 2008 às 21:01

    Falta de cordinação entre os serviços de urgência; os bombeiros são para esses casos de urgência penso eu..
    não comprendo...

    bjos

  • Marreta  
    7 de março de 2008 às 11:13

    Já não sei se isto é fruto de políticas incorrectas, se de incompetência na corrdenação dos meios, se das duas coisas juntas.
    O que é facto é que aberrações destas não deveriam ser possíveis.
    Saudações do Marreta.

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