A Câmara de Viana abusa da tolerância dos vianenses  

A Câmara de Viana do Castelo no que toca a arrecadar receitas, por competências próprias, baliza pelas tabelas máximas, sem concessões. Não tenho aqui presentes os dados, mas se não é isto, não anda longe: são as taxas máximas sobre o IMI, sobre a derrama, são as tarifas e os preços dos serviços municipais e municipalizados, os preços em matérias de licenciamentos e vistorias, os preços de estacionamento, a entrada no futuro Parque da Cidade, eu sei lá mais o quê! que agora não estou para aí virado.

Para não variar, também os 5% de receita de IRS dos contribuintes vianenses, ficam por inteiro nos cofres da Câmara, quando poderia ser devolvido, em todo ou em parte, aos contribuintes vianenses, se não fosse esta febre de "máximas receitas", mesmo que à custa dos bolsos dos munícipes.


A gestão destes meios financeiros é um exercício complexo, não o ignoro. De um lado, os munícipes e as empresas sobrecarregados com taxas e impostos elevados, a não tornar apelativos a sua fixação neste concelho, por outro, a necessidade de conseguir os meios financeiros para fazer o que é preciso, sem hipotecar o futuro da cidade.

Mas sobre este equilíbrio de interesses, não tenho dúvidas! O executivo da Câmara está a abusar da paciência e tolerância dos vianenses. E o que não lhes desculpo mesmo, pelo seu simbolismo, é sobretudo o pagamento da entrada no futuro Parque da Cidade. Mas sobre isso já me pronunciei.


5 comentários

  • josé manuel faria  
    13 de fevereiro de 2008 às 21:57

    É em Viana é em Vizela toca a recolher. 2009 está aí.

  • Helena  
    13 de fevereiro de 2008 às 22:52

    Viana é uma das mais lindas cidades que vi até hoje; para ela guardar sua beleza, é preciso dinheiro...esse dinheiro tem de vir de algum lado.
    Fazer pagar a entrada do parque, não é justo, deve ser um sitio publico, aberto a todos.
    Quando falas dos impostos que se ai pagam, não tenho ideia o que é muito para ti. Tenho ai uma casa com um grande terreno e nem pago 100 euros por ano de décima, aqui tenho uma casa com pequeno terreno e paguei 1800 euros de imposto sobre a casa, por ser proprietaria e outro imposto que todos pagamos conforme nossos salarios anuais.

    Beijinhos

  • Marreta  
    15 de fevereiro de 2008 às 10:23

    Quando se trata de esmifrar o zé povinho, não há distinções.
    Saudações do Marreta.

  • Nelly  
    20 de fevereiro de 2008 às 14:10

    Pois França não é portugal se tivessemos de pagar 1800€ de imposto de qualquer coisa eu por exemplo com tudo o resto morria de fome de certeza... e esse dos 5% do IRS para a CM, a sério??? tão a brincar certo???

  • Helena  
    1 de março de 2008 às 12:25

    Resposta a Nelly :
    tems razão Nelly França não é Portugal, porque se o fosse de certeza não estaria aqui. A diferença entre estes dois paises da UE esta na diferencia nos salarios, no funcionamento do serviço de saude e mais outros serviços; quanto ao custo da vida ai esta igual como aqui o até mais caro...

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